Palavras, o que são? Seriam elas apenas letras soltas ao vento e presas ao enredo, num embolado de tentativas de emaranhá-las em formas específicas? Talvez sejam, mas pra mim são infinitamente mais. A depender do contexto as palavras são salvação, capazes de alimentar uma alma enfraquecida e de curar um coração vazio. Escrever é remédio para a minha alma, é a cura de todas as minhas cicatrizes, é desprender de tudo aquilo que inquieta o meu ser. Tornando a inspirar o ar da vida. O que inflama por dentro, vira arte fora, se transforma em palavras que ardem no peito, versos que clamam liberdade. Aprisionados, até que o devido momento chegue. E, nessa hora, o despertar da esperança, convida a externalizar o que já não se entende, o que já não se vê, o que apenas sente. Curando a paz, que já me era ausente e tornando a acreditar na esperança que se tornara vaga em minha mente.
Eu mereço um amor. Um amor por inteiro. Um amor verdadeiro. Um amor que não precise de lembranças para que me traga flores - porque elas são oferecidas de bom grado. Um amor que não exija que eu peça por atos gentis - porque eles simplesmente acontecem, incontestáveis. Eu mereço um amor que caminhe ao meu lado, Que sonhe seus sonhos comigo, Sem que eu precise encolher os meus. Um amor que não exija prova do meu valor, porque reconhece quem eu sou. Alguém que ame mesmo as minhas estranhezas, que abrace os meus detalhes, que faça o inesperado com alegria, e o esperado com constância. Com quem eu possa retribuir os bons gestos, pois esses habitam na delicadeza. Compartilhar os bons momentos, rir, gargalhar das piadas... Amar apaixonadamente, com desejo, presença e emoção. Eu não quero um cartão de vitrine, previamente escrito por um estranho e impresso para ser vendido. Quero um papel simples, com palavras verdadeiras, ditas por quem me conhece e me ama por quem eu ...